18 de outubro de 2013

Reestreia do Blog do Rara

Amig@s, após mais de um ano parado, por total falta de tempo (campanha eleitoral, 2ª fase da UFBA, trabalho etc), o Blog do Rara reestreia para continuarmos as discussões que travávamos desde junho de 2007. Com nova perspectiva - na forma e no conteúdo.

A nova página contará com trabalho fundamentalmente autoral, onde debateremos todo tipo de tema - mantendo o enfoque político - através de artigos, notícias comentadas e outras novidades que aparecerão no decorrer dessa caminhada. Mas nada disso será possível sem a sua presença: lendo, discordando, compartilhando, curtindo e trazendo novas sugestões de pauta.

Antes de iniciarmos os trabalhos, preciso agradecer a algumas pessoas imprescindíveis, cujas colaborações tornaram esse blog uma realidade.

Inicio com Lucas Moreno, coordenador de Comunicação da Juventude Democratas da Bahia, idealizador do novo layout e um dos mais promissores talentos da atual geração de nosso partido. Não é porque é meu amigo, mas trata-se de um ser humano incrível e um grande profissional, aquele tipo de gente que dá orgulho de termos ao lado! Continuo com Daniele Barreto, consultora política, escritora da coluna "Política à Flor da Pele", advogada e blogueira, uma das mentes mais criativas em Marketing Pessoal da Bahia! Amiga pessoal, colaborou com seu amplo conhecimento de marketing político na formulação do ideário e imagem da nossa página. 

Além destes, agradeço também as colaborações pontuais e decisivas dos amigos Fábio GomesLeonardo BotelhoLucas C. S. PortelaAlexandre Galvão e Matheus Monteiro

A todos, meu MUITO obrigado!

5 de outubro de 2013

Wagner: a farsa da democracia petista

A manipulação da História, a criação de bodes expiatórios e a relativização dos fatos mais óbvios são alguns dos expedientes a serem utilizados para defender o indefensável – ou invisibilizar o indizível.
Vejam só as manobras discursivas dos militantes do PT para esconder a total falta de democracia e trato republicano de seu governo, sob batuta do ex-sindicalista e amigo pessoal do presidente Lula, Jaques Wagner.
No início de sua gestão, quando o governador atacava os movimentos sociais, alguns independentes, pela Imprensa . Sem titubear, os militantes de seu partido diziam: “se fosse com ACM, ele nos agrediria fisicamente.”
Quando a PM começou a jogar bombas nos manifestantes , vide confronto na FTC, eles surpresos, mas ainda cínicos, afirmavam: “ACM mandaria bater nos estudantes”…
Nos protestos de Junho, quando o Governador Jaques Wagner mandou descer o sarrafo no povo, em virtude da “segurança dos jogos da Copa”, eles continua ram: em tempos carlistas, rolava bala de borracha. Nas mesmas manifestações, os projéteis de látex já eram lançados.
Desiludidos com suas lideranças, resignados dentro do seu próprio partido, constrangidos diante da sociedade, eles insistiam na relativização, tentando justificar o injustificável: na época de Antônio Carlos, a bala “era de verdade”.
Foi quando o MST , movimento cooptado pelo Governo Federal e satélite do partido de Wagner, resolveu invadir a Secretaria de Segurança Pública, e a bala com a que foram recebidos já não era de borracha…
Mudam-se os argumentos, o cinismo é o mesmo! Agora a bala é de verdade.
Rodrigo Rara é um jovem baiano, idealista e defensor do Liberalismo Econômico e Social. Filiado ao Democratas desde 2011.

Igreja, Estado e vida privada

Como liberal, amo a liberdade de expressão. A seguir Voltaire, posso não concordar com nenhuma das palavras proferidas, mas defenderei até a morte o direito de seu autor em dizê-las.
No entanto, se tem um raciocínio político que eu não compreendo é o que discorda da união civil homossexual. Primeiro porque só concebo o Estado como laico, segundo porque não compreendo o ânimo de quaisquer discursos que ataquem o íntimo – amoroso e sexual? – dos indivíduos.
É legítimo, o discurso conservador. É legítimo e democrático, o discurso filosófico e religioso contra a homossexualidade.
O que é estranho e ilegítimo, é a automática disposição em negar direitos as pessoas, trazendo argumentos notoriamente religiosos, trancando – através de artimanhas políticas – a pauta de interesse no Congresso Nacional.
Nesse momento, o que é conservador, torna-se retrógrado. O que efervesce o debate intelectual, avança e corrói a democracia.
O caso não é de evangélicos e católicos votando a favor da homossexualidade (ou homossexualismo, também sou contra patrulhas), e sim a favor da cessão de direitos civis a um determinado segmento da população.
Recordo que foi em um Congresso de maioria racista, que Abraham Lincoln aprovou e concedeu igualdade jurídica aos negros no século 19. Doutrinariamente, o que falou mais alto não foi o gosto e crença pessoal dos deputados e senadores americanos, e sim a óbvia necessidade republicana de conceder direitos civis a quem não os possuía.
Eem situações como estas, enxergamos a necessidade de debater a política, a história e o Estado de Direito nas salas de aula. Não é para combater as opiniões religiosas, mas para separarmos filosoficamente o Estado e suas funções, a religião e as suas funções.
Termino com uma frase do grande pensador liberal John Stuart Mill, que sintetiza minha posição diante do assunto: “sobre si mesmo, sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano”.
Rodrigo Rara é um jovem baiano, idealista e defensor do Liberalismo Econômico e Social
Publicado inicialmente no Blog do Rogério Neiva