16 de junho de 2014

Vaias ao desrespeito e a incoerência.

Instituições nem pessoas devem ser blindadas de vaias em um país democrático, no entanto agressões como as lançadas esta semana contra a Presidente Dilma Roussef são reprováveis e rebaixam o Brasil no olhar do mundo. Nós brasileiros jamais seremos respeitados enquanto um (a) Presidente da República deste país for tão facilmente suscetível a receber um "vá tomar no **", ainda mais de seus pátrios.

Todavia, me incomoda esta nova onda de indignação seletiva; não podemos confundir aqueles que sempre atuaram no submundo da política, com posturas e discursos absolutamente criminosos com guardiões da ética no debate político e da "liturgia" do cargo público, em razão do acontecido com a Presidente. Basta observar a postura contraditória de inúmeros destes "novos revoltados" nas redes sociais. 

São notórias - por exemplo - as campanhas difamatórias contra o senador e presidenciável Aécio Neves, rotulado como "usuário de cocaína" ou contra o Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, chamado de "negro vendido a elite branca" por parte daqueles mesmos que hoje se arvoram defensores da boa política.

Todos nós sabemos que essa postura contraditória não é espontânea, nem é de graça. Estes militantes se especializaram no "assassinato de reputações", em difamar e atacar a imagem dos adversários do seu projeto de poder, ainda que a utilizar de mentiras para fazê-lo. Seguem à risca, desavergonhadamente, a lógica maquiavélica de "os fins justificam os meios". 

Feita a crítica, não cabe aos insatisfeitos com o Governo incorrerem nos mesmos equívocos: o respeito às Instituições e às pessoas não deve ser uma bandeira política eventual ou uma posição partidária conveniente, e sim um valor permanente em nossa democracia.

Respeito é a palavra-chave do futuro do país, precisamos restabelecê-lo, com urgência, entre os governantes e o povo, na Política e no diálogo republicano.