8 de setembro de 2014

Por que Aécio?

Em 2010, prometi a mim mesmo não votar mais em candidatos a Presidente do PSDB. Em uma disputa absolutamente equilibrada com Dilma Rousseff, vi José Serra abrir mão do legado fundamental deixado por FHC e abraçar Lula em pleno programa eleitoral. Inesquecível decepção.

Perder a eleição para mim não é problema, problema é perder a eleição sem dignidade, sem deixar uma mensagem diferente para o país. Foi isso que aconteceu...

Lamentavelmente o Democratas não foi capaz de formular - nos últimos quatro anos - uma candidatura presidencial que convocasse os liberais do país e apresentasse uma visão verdadeiramente diferente de Economia, de Política, de Sociedade, de Brasil. Uma proposta de mudança.

Ainda assim, permanecia neste ano determinado em honrar a minha promessa e dar a mim mesmo, o meu voto de protesto, de raiva, de decepção, voto que anularia minha opinião no primeiro turno presidencial. Bom, nem sempre a gente faz o que a gente quer.



"Neutro é aquele que já se decidiu pelo lado mais forte" 
- Max Weber

Marina Silva cresce nas pesquisas, ancorada no discurso pouco concreto de "Nova Política" e embalada pela tragédia que vitimou Eduardo Campos, cabalando os votos da classe média, "cansada do que aí está". Com ela, assumo, o povo renovaria sua confiança na Política (um ponto central da campanha 2014) mas o discurso, oco por oco, não é capaz de gerir políticas públicas, de articular os pesos e contrapesos da democracia e de recuperar os gargalos que os brasileiros tanto esperam.

Dilma por sua vez tem a vantagem de dirigir a maior estrutura de nomeações públicas e de repasse de verbas do Brasil, não bastasse a desfaçatez criminosa do PT em gerir a máquina pública. Além de ter um cabo eleitoral pior que a candidata, mas que - infelizmente - ainda consegue engabelar muitos brasileiros.

Um segundo turno entre elas duas, anularia a perspectiva (extremamente caolha, é verdade) de Direita no embate eleitoral. Marina vencendo o PT no próximo desafio (tendência), sem apoio parlamentar e sem uma equipe que recupere a Economia do país, não surpreenderia com um governo ruim. Agora me respondam: quem voltaria daqui há quatro anos como salvador da pátria para recolocar o país nos trilhos? A resposta não é difícil.


Por outro lado, o candidato tucano reúne a equipe econômica que, em 1994, mostrou toda sua competência e destemor na formulação e execução do Plano Real e é exatamente isso que precisamos: um núcleo corajoso, que faça o que é preciso ser feito para recuperar a Economia do país. 


Aécio Neves possui também seus próprios adjetivos, ganhos em seu transformador governo em Minas Gerais; me prendo com atenção especial a seus programas na área da Juventude e da Educação, especialmente interessantes, como o Fica Vivo, o Plano de Metas, os Centros de Referência da Juventude e o Poupança Jovem.

Enfim, não será com meu voto que o futuro do país que eu amo será arriscado em uma aventura, muito menos será com ele que permaneceremos no caminho da mediocridade e da propaganda. 
Vou de Aécio. Voto crítico, mas de Aécio.